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Guerra ao Terror

Forte candidato ao Oscar de melhor filme, Guerra ao terror, filme dirigido pela diretora Kathryn Bigelow, tem todas as qualidades que credenciam os vencedores da Academia e, provavelmente, se seguir o roteiro que o prêmio vem formatando ao longo de sua história, é bem provável que se consagre o grande vencedor da noite do dia 7 de março.

No momento em que escrevo esta crítica, há alguns filmes que estão concorrendo à estatueta e que ainda não tive a oportunidade de conferir, portanto, ser preciso na avaliação de qual filme é o melhor seria uma atitude precipitada. Mas, dentre os que pude assistir, Guerra ao terror, sem dúvida, é o melhor.

Na trama, o sargento James (interpretado por Jeremy Renner) é designado para desativar bombas em Bagdá. Acompanhamos a rotina da equipe Bravo de fuzileiros nos 38 dias que lhes restam para o próximo rodízio da unidade. São momentos de extrema tensão: as bombas possuem detonadores diferentes que levam a uma corrida contra o tempo para que elas não sejam detonadas. Em um território onde ninguém é confiável, os momentos se tornam muito incômodos, pois qualquer movimento suspeito pode significar um terrorista com um detonador.

O filme deixa a discussão de se alguns dos momentos mais perigosos pelos quais a equipe passa poderiam terem sido construídos pelo desejo de correr riscos e viver sob tensões do General. Seria mesmo um homem capaz de se sentir pleno com o risco de morte cada vez mais tátil? Afinal, como a frase que abre o filme afirma, a Guerra é algo que vicia, pois se trata de uma droga.

Existe também um debate sobre o fato de morrer com honra, mas em um diálogo entre o general James e um de seus comandados fica a dúvida: caso uma bomba estoure e uma vida se encerre, quem estará ali para lamentar?

Uma coisa é certa: em se tratando de vícios, Guerra ao terror é altamente recomendado para ser abusado, e sem contraindicações.

O Lobisomem

Passaram-se quase 70 anos para que os Lobisomens pudessem ter um filme decente ambientado em um período clássico. O Lobisomem (The Wolfman), filme de que estreou na última sexta-feira, trata-se de uma homenagem ao filme The Wolf Man, de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., e não de uma refilmagem como muitos atestam.

Para começar, o filme de 41 não se passa na Inglaterra vitoriana, como muitos críticos afirmam. A trama de The Wolf Man assemelha-se ao filme atual apenas no nome dos protagonistas e em outros pequenos detalhes.

As diferenças, no entanto, são muito mais fortes quando comparamos o terror tratado na década de 40 com o que é abordado hoje em dia. Em primeiro lugar, o filme original ilustrava a criatura como um ser de aparência quase primata e de instinto assassino, mas o simples fato de o animal se saciar com a morte já bastava para assustar muitos marmanjos estadunidenses no período da Segunda Guerra Mundial. Porém, para aqueles que assistiram ao filme décadas depois, não causa calafrios um homem coberto de pelos brigar de igual para igual com uma mulher ou, até mesmo, um idoso.

Em segundo lugar, há a proximidade da fera com o demônio. Temas como maldição e satanismo assustavam muita gente na década de 40. Assim, no clássico protagonizado por Chaney, a próxima vítima de um lobisomem tinha marcada em suas mãos, aos olhos da fera, um pentagrama, símbolo que, em muitas comunidades, significava algo demoníaco.

Tendo-se isso tudo em mente, a produção de 2010 garante um horror mais verossímil, com uma criatura forte, selvagem e muito veloz. Com isso, haja cabeças rolando e membros decepados!

Com um elenco estrelado, fotografia impecável, clima excelente e trilha sonora primorosa, é difícil um filme dar errado, por isso minha expectativa era enorme. Embora o filme seja divertido, gore e assustador (um pouco, pelo menos), uma coisa me incomodou bastante: a edição. O filme corre de maneira muito rápida, em determinados momentos, e arrastada, em outros. Isso prejudicou um pouco a película e cortou demais o clima sombrio que o filme prometia.

Por essa razão, o filme se torna frustrante, pois a ideia contida nele, se permanecesse, lhe garantiria ser espetacular e, possivelmente, um épico para o monstro. Infelizmente, o filme acaba se tornando apenas divertido. Ele está na minha lista dos melhores filmes de lobisomem, sem dúvida. Mas se você espera um ícone para o gênero, assista Um Lobisomem Americano em Londres. Esse, sim, é um clássico para nunca ser esquecido.

Vício Frenético

Após uma tentativa frustrada em assistir Onde Vivem os Monstros nos cinemas de Campinas que, vergonhosamente, não teve uma sala sequer liberada para exibição da obra de Spike Jonze, optei por assistir ao novo filme de Werner Herzog: Vício Frenético.
Finalmente uma grata surpresa para 2010. Vício Frenético é muito bom e recomendadíssimo para os apreciadores do trabalho do alemão Herzog.
O filme conta a história do oficial Terence McDonagh – interpretado por Nicolas Cage – recém promovido a tenente na devastada Nova Orleans pós-furacão Katrina, em sua busca pelos assassinos de uma família de imigrantes ilegais envolvidos com o narcotráfico.
Ao seguir essa premissa inicial, o leitor deve imaginar que se trata de mais um típico filme policial, com seus tiroteios desenfreados, perseguições frenéticas e suspense latejante.
Mas o filme não segue essa linha. As armas estão ali, mas são pouco disparadas. A investigação segue, mas os acusados já são conhecidos. O que envolve o filme é o personagem de Cage, sua ascensão e declínio. Suas derrotas e reviravoltas.
McDonagh sofre de dor nas costas, uma dor que estará permanentemente em sua vida. Para controlá-la é necessário o uso de fortes analgésicos. Na falta dela, o uso de cocaína se torna uma constante.
E é nos vícios que o personagem, em sua caminhada pela ilegalidade, se envolve em uma espécie de comédia de erros, semelhante aos filmes dos irmãos Coen, no qual ao longo da projeção, converta-se em um triste réquiem.
É difícil não se simpatizar com a figura do tenente McDonagh. Mesmo sendo um mau oficial, percebe-se que ele é apenas um resultado de uma equação construída em meio ao caos da submersa e destruída Nova Orleans.
Há tempos Nicolas Cage vem sendo criticado – seja pela sua atuação ou pela escolha de seus papéis-. Eu, particularmente, simpatizo com o trabalho do ator. Tenho como referência suas geniais interpretações em filmes como Despedida em Las Vegas e Adaptação. E em Vício frenético parece que ele voltou a velha forma. Sua atuação esta impecável.
Apesar dos fortes temas como assassinato, drogas e vícios, o filme segue um ritmo interessante e, em alguns momentos até divertido (tendo como chefe do trafico o rapper Xzibit então, foi difícil até de se levar a sério).
Enfim, trata-se de uma ótima opção nos cinemas. E que Werner Herzog continue nos viciando com seus filmes.

Enfim no Brasil, a obra máxima de Maurice Sendak já está disponível nas principais livrarias do país.
Onde vivem os Monstros foi escrito em 1963 por Sendak, mas foi só com a adaptação dessa obra para o cinema que uma editora resolveu apostar em publicá-la no Brasil.
A iniciativa se mostra acertada. Apesar de antiga, a história do garoto que parte para uma terra repleta de monstros é atemporal, e vai agradar as crianças da geração atual.
É um livro curto (cerca de 40 versos) que aparenta valorizar muito mais as ilustrações de Sendak (que são fantásticas) do que a história. Mas a mensagem é clara e apaixonante, difícil de qualquer leitor não se identificar. Em alguns momentos o jovem Max, protagonista da história, me lembra o espevitado Calvin, das tirinhas de Bill Watterson, com seu gênio difícil e a facilidade de criar mundos fantásticos com o poder da imaginação.
Com o filme as vésperas de sua estréia no Brasil, fica claro que se trata de uma obra de Spyke Jonze, diretor do longa, e não de Sendak. Afinal, como preencher um filme de uma hora e meia de projeção se baseando em uma história de 40 versos?
Mas o que interessa é o amor que ambos, autor e diretor, têm pela obra. O mesmo amor que faz com que o pequeno Max se lembre de que, no mundo real, há alguém que o espera, deixa saudades e o motiva a voltar.
O filme estréia amanhã e a expectativa é grande. Jonze é um excelente diretor, e a Warner sabe disso. Sendak trabalhou ao lado de Jonze durante toda a produção da película e a paixão pela obra aparentemente contagiou toda a produção que nos presenteou com um visual incrível, como foi mostrado nos trailers.
Apesar dos elogios, o filme ainda não conseguiu pagar o investimento que lhe foi empregado. Tentarei descobrir o porquê nesta sexta. Aguardem pela crítica do filme.
Se não quiser esperar, compre o livro, aposto que não irão se arrepender.

A notícia é recente e muito dos leitores deste blog já devem saber: Sam Raimi está fora de Homem-Aranha 4.
Será que os estúdios ainda não aprenderam que uma boa bilheteria é resultado de uma boa história?
Uma coisa é fato: Sam Raimi não foi o responsável pelo atentado cometido pela Sony em 2007, o  Homem-Aranha 3. O filme é fraco, muito fraco. Sempre ficou explícito na imprensa que Raimi não gostava de Venom e que o roteiro nem estava finalizado quando começaram as filmagens. Os produtores devem ter achado que a manutenção do elenco e do diretor, por si só, já eram garantia de sucesso.
O filme vendeu bem, é verdade, mas deixou um gosto amargo na boca de todos os fãs. Eu mesmo, decepcionado com as críticas prévias, não quis acompanhar o filme na telona; só o assisti quando saiu em DVD.
Com a saída de Raimi, o destino do “Amigão da Vizinhança” parece estar fadado a trilhar o mesmo caminho dos quadrinhos, o que é muito triste.
Durante anos, acompanhei o herói nos saudosos formatinhos da Abril – destaco as fases desenhadas por Todd Mcfarlane e Erick Larsen, minhas preferidas. Foi um período feliz, mas que não durou muito, pois o dinheiro falou mais alto. O herói era um dos mais lucrativos da Marvel e, sendo assim, por que não explorá-lo (leia-se fodê-lo)? Foi o que fizeram.
Vieram, então, a saga do clone, a volta de Norman Osborn, a identidade do Aracnídeo revelada e, depois, oculta como em um passe de mágica. “É mágica, não há necessidade de explicar”, teria dito Joe Quesada, editor-chefe da Marvel.
Levando-se em conta tudo que foi dito até agora, temo que daqui para frente os filmes com esse herói caminhem para o mesmo desfecho (ruim) dos quadrinhos.  Se isso acontecer, serão os fãs do personagem a pagar o pato.
Agora, com a franquia nas mãos dos produtores, esses estão propondo um novo começo para a série de filmes. Novo começo? Em uma franquia praticamente recente? O que esses caras têm na cabeça?
Sam Raimi provou que faz coisas boas quando tem controle do projeto.  Está aí Arraste-me para o inferno para provar que não estou mentindo.
Homem-Aranha foi uma experiência magnífica e a sua sequência foi extraordinária – por muito tempo, Homem-Aranha 2 foi considerado por mim a melhor adaptação de um herói dos quadrinhos para a telona, somente superada com a chegada de Batman: O Cavaleiro das Trevas.
Infelizmente, o que importa atualmente para os produtores é vender action figures, lotando o longa de personagens e encaixando-os em situações sem sentido lógico, apenas para fazer com que todos caiam na porrada em um festival pirotécnico, que agrada apenas nos trailers de divulgação.
Sam Raimi, obrigado pelo trabalho feito em Homem-Aranha e muito sucesso com World of Warcraft.
Para o pobre Peter Parker, vamos torcer para que tudo termine com um final feliz, pois não será em um passe de mágica que tudo se resolverá.

Sherlock Holmes

O detetive mais famoso do mundo está de volta. Presente em mais de 60 contos e 200 filmes, o personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930) é protagonista do novo lançamento da Warner: Sherlock Holmes, dirigido por Guy Ritchie.

Fui conferir o filme sem grandes expectativas. Apesar de eu não me orgulhar de dizer que não li sequer um parágrafo da obra de Doyle, assim como de não ter acompanhado nem um terço dos filmes lançados ao longo de toda a história de Holmes, o que vi e ouvi é como se me houvesse sido contado pelos meus pais antes de eu dormir; está no imaginário popular, como uma mitologia, uma lenda.

Encontramos, no filme, uma inversão de papéis, sendo Holmes um excêntrico detetive e Dr. Watson, um ponderado e pomposo médico. Confesso que quando soube da escalação do elenco fiquei incomodado com a escolha de Jude Law para interpretar o fiel escudeiro de Holmes. Em minha cabeça, a figura de Law pouco lembrava o Dr. Watson bonachão, simpático e até afeminado –  como o descrito por Jô Soares no livro O Xangô de Baker Street e, posteriormente, no filme que levou o mesmo nome. Porém, no decorrer do filme, me arrisco a dizer que a dupla formada por Holmes (interpretado por Robert Downey Jr.) e Watson tenha sido o maior destaque do longa.
Esteticamente, o filme é muito bom. Nunca duvidei do trabalho de Ritchie, que, apesar de suas inconstâncias, dirige de maneira competente. Ainda assim, ao fim da projeção, o que ficou foi uma amarga sensação.  Não que o filme tenha sido ruim, mas ficou aquém do que eu esperava e, como já disse, não tinha grandes expectativas. Digna de palmas está a trilha sonora composta por Hans Zimmer, que, ao contrário de Ritchie, dificilmente erra a mão.
Em alguns momentos, o filme  anda de maneira arrastada, a ponto de quase fazer o espectador dormir – isso aconteceu comigo e com alguns amigos que me acompanharam na sessão. Outro ponto negativo é a tentativa de tornar o Sherlock Holmes de Ritchie uma franquia. Isso todo mundo já sabia que aconteceria, mas precisa deixar tão explícito? O final do filme faz com que ele pareça o primeiro de uma trilogia encomendada.

Incomoda também a resolução do caso, típico de Scooby Doo, com tudo explicadinho e resumido para o público, num falatório irreal.

Esperemos um destino melhor para a dupla Holmes/Watson, ou, nesse caso, um Guy Ritchie tão inspirado quanto foi em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes.

Um dos fatores primordiais que levam uma obra, de ficção ou não, a atrair o interesse de um público específico é a importância de um personagem. Grandes obras possuem personagens marcantes, que ficarão para sempre no imaginário popular. Às vezes, a construção de um personagem é tão elaborada que a sua populariedade faz com que um enredo coerente não tenha tanta importância para o filme; o personagem se sustenta por si só. Para isso, basta ver as pífias continuações de grandes blockbusters, que tentam arrancar até o último centavo que um personagem de sucesso possa conseguir do público. Embora, na maioria das vezes, o resultado desses filmes seja bastante frustrante para os fãs, a força da imagem do tal personagem mantém acesa a esperança de que haja outras boas histórias a serem contadas. Isso, aliado ao fato de o mercado cinematográfico estar a cada dia mais lucrativo, graças a filmes que chegam a arrecadar milhões de dólares, faz com que os roteiristas queimem seus neurônios tentando criar o próximo ícone dessa indústria do entretenimento. Geralmente, para os filmes de grande bilheteria, o sucesso veio em forma de um homem super poderoso, de uma mulher aventureira, de um cão corajoso, de um gorila com mais de 4 metros de altura e, até mesmo, em forma de um carro. Foi com um carro que, em 1968, a Disney lançou “The Love Bug”, um filme que introduziria na história cinematográfica o querido Herbie, um dos mais simpáticos personagens criado para a telona. É com Herbie que eu inauguro essa nova categoria do Substância D, “Garagem dos Sonhos”, na qual contarei, esporadicamente, a história e as curiosidades dos veículos que fizeram sucesso na mídia e que se tornaram objetos de desejo de todo milionário nerd e excêntrico.

Em “Se meu Fusca Falasse” (The Love Bug, 1968), somos apresentado ao simpático fusquinha. Acolhido pelo piloto azarão Jim Douglas (Dean Jones), o veículo, dotado de personalidade própria, acaba se tornando um campeão das pistas, para inveja do também piloto Peter Thorndyke (David Tomlinson), que tenta acabar com o fusquinha valendo-se dos truques mais sujos possíveis. A história do filme é leve e bem “família”. Segue um estilo pastelão e, muitas vezes, lembra o antigo desenho de Hanna-Barbera, “Corrida Maluca”, com as trapaças da dupla vilanesca, estereótipos de Dick Vigarista e de Muttley. Mas diverte, e muito. São inesquecíveis os momentos nos quais Herbie aparece em cena, muitas vezes favorecido pela excelente trilha sonora composta por George Bruns. Na época em que o filme foi lançado, a Volkswagen vendia fusca como água e o veículo se tornou, em pouco tempo, um ícone pop. Tanto que a Volks nem se importou com a retirada de seu logotipo da carcaça do carro. Seu maior astro estava ali, brilhando e atraindo um grande público para os cinemas. Com o sucesso do longa, já era de se esperar que continuações aparecessem. Foram 5 filmes, sendo um deles – estrelado por Bruce Campbell (o eterno Ash, da saga The Evil Dead) – produzido direto para a TV:

  • As novas aventuras do Fusca (Herbie Rides Again) – 1974
  • Um fusca em Monte Carlo (Herbie Goes to Monte Carlo) – 1977
  • A ultima cruzada do fusca (Herbie Goes Bananas) – 1980
  • Herbie: The Love Bug (1997)
  • Meu fusca turbinado (Herbie: Fully Loaded) – 2005

São essas, porém, obras menores, que não chegam aos pés do filme original. Cada um desses filmes tem, sim, sua cena marcante – os Herbies “maus” e o voo sobre o Empire State, no filme “Herbie Rides Again”, e a corrida no tradicional circuito de Mônaco, em “Herbie Goes to Monte Carlo”, são impagáveis –, mas são apenas sombras, que somente serviram para mostrar que o simpático bug é um dos maiores personagens da sétima arte, mesmo sendo um carro.

Os Melhores de 2009

É sempre assim: todo começo de ano, a indústria do entretenimento divulga suas famosas listas com os destaques do ano anterior. Para não fugir à regra, o Substância D também irá divulgar uma lista, com tudo do mundo do entretenimento que foi cravado com ferro em brasa em meu cérebro nesse último ano.
2009 foi um ano bastante complicado:  tive inúmeros compromissos inadiáveis e pouquíssimas horas de sono. Com o tempo que me sobrou, não deu para acompanhar muito as novidades que surgiram ao longo dos 12 meses de 2009. Portanto, a lista com os melhores de 2009 conta apenas com o que pude conferir e analisar. O bom é que o leitor deste blog poderá ter uma noção do que será discutido aqui daqui para frente e poderá se identificar (ou não) com o posicionamento desta página.

Acompanhei muitos sites e blogs e todo hype nos assuntos de entretenimento.  Sendo assim, a lista a seguir terá elementos muito próximos a outras premiações que serão divulgadas em vários lugares daqui para frente.
Este novo ano promete grandes lançamentos e eu terei mais tempo para conferi-los. Quem sabe o blog estoure de acessos e, em 2011, haja uma votação dos melhores aberta ao público? Será o nosso Oscar particular. Até lá, vejam a lista abaixo e, se possível, confiram de perto os escolhidos. Vale a pena!

Melhor Filme de Ficção Científica: Star Trek
Admito saber muito pouco sobre toda a mitologia criada pela Paramount para essa série tão querida por tantos nerds ao redor do mundo. O fato é que eu estava ansioso para acompanhar esse lançamento que prometia angariar novos fãs à série, além de satisfazer os saudosistas. E J. J. Abrams conseguiu isso com maestria. O filme agradou e o resultado das bilheterias de todo o mundo garantiu uma reanimada na franquia que vinha sendo esquecida. Vida longa e próspera para Kirk, Spock e, principalmente, para J. J. Abrams.

Melhor Filme Adaptação de Quadrinhos: Watchman
2009 foi um ano com poucas adaptações de quadrinhos para a telona, o que fez com que Watchman não encontrasse rivais à sua altura. Por mais polêmico que tenha sido, Zack Snyder conseguiu recriar o universo de Alan Moore com competência.
Muita gente chiou (principalmente o Alan Moore), mas a experiência de assistir a esse filme foi tão boa que seria imperdoável não o classificar como um dos melhores filmes de 2009. Me perdoem os críticos, mas eu ainda confio em Zack Snyder.

Melhor Filme de Terror/Suspense: Arraste-me para o inferno

Outro filme que não dever ficar de fora de qualquer lista. Até o Tarantino o classificou como um dos melhores de 2009! Como é bom ver Sam Raimi fazer aquilo de que sempre gostou. Esqueçam Homem-Aranha 3; isso foi algo que esteve fora de suas rédeas. Todos os planos, cortes, ações e referências que consagraram o diretor na trilogia The Evil Dead estão de volta, provando que ele não perdeu a mão e ainda tem muito a mostrar. Alem disso, os fãs ficaram felizes em esperar para aplaudir.

Melhor Animação para o Cinema: Up
A Pixar deve ser a empresa dos sonhos. Toda vez que eu imagino uma reunião, com brainstorm, em que há a escolha da próxima animação a ser lançada, até Deus deve parar para acompanhar. Brincadeiras e exageros à parte, o fato é que Up foi a melhor coisa que apareceu nos cinemas em 2009. Colocaria ele, sem pestanejar, como Melhor Filme. Mas é bom classificá-lo como melhor animação, pois, assim, há chance de mostrar outros bons lançamentos. Enfim, se não assistiu ao filme, em que planeta você vive? Que venha Toy Story 3!

Melhor Personagem: Hans Landa (Bastardos Inglórios)
O filme Inglorious Bastards foi totalmetnte pensado para introduzir esse personagem ao universo “Tarantinesco”, fato! Não adiantou colocar Brad Pitt nos cartazes. Christoph Waltz interpreta o coronel nazista com maestria e coloca o personagem na história do cinema como um dos melhores vilões que a indústria cinematográfica já criou. Essa categoria foi criada apenas para Hans Landa. Vai ser difícil em 2010 alguém receber tamanha honraria com igual merecimento.

Melhor Diretor: James Cameron (Avatar)
O Rei do Mundo voltou, e melhor do que nunca. No momento em que escrevo este post, Avatar está em vias de ser um dos mais lucrativos filmes da história. E nunca houve um diretor que tenha conseguido que 2 filmes seus alcançasse tal feito. Palmas para James Cameron, que sabe como ninguém criar um universo do nada e lançar-se sempre de maneira tão inovadora no mercado. Que Avatar tem um enredo já batido, todo mundo sabe. Mas não é qualquer filme que maravilha os olhos de milhões de pessoas com uma história conhecida. 2 vezes seguidas então? Parece impossível.

Melhor Filme: Bastardos Inglórios
Como já disse, não fui um cinéfilo fervoroso daqueles de participar de diversos festivais e frequentar as salas de projeções todos os finais de semana, portanto essa indicação tornou-se um tanto óbvia. Mas não vou tirar os créditos de Tarantino; Bastardos Inglórios foi, sim, um ótimo filme. Personagens geniais, história divertida e atores inspirados fizeram do longa uma das boas surpresas de 2009.

Melhor Lançamento em Quadrinhos: MSP 50
Novamente, friso minha falta de tempo para realizar uma melhor análise. Que deve ter algo melhor que MSP 50 lançado em 2009 nas prateleiras das comic shops ou das livrarias, eu concordo, mas, infelizmente, não pude conferir. Porém, Maurício de Souza merece todas as honrarias possíveis e o escalão de grandes artistas que a Panini conseguiu reunir é de se tirar o chapéu. Apesar do preço salgadíssimo, vale a pena conferir MSP 50.

Melhor Lançamento em Livro: Almanaque do Cinema Omelete
Acompanhar o Omelete faz parte de minha rotina diária e faço questão que assim continue. Quando soube que os editores do site iriam publicar um almanaque sobre cinema, fiquei maluco. Para quem curte a 7ª arte, o Almanaque do Cinema Omelete é leitura obrigatória.

Melhor Site para Compras: Submarino
Sempre comprei no Submarino e nunca tive problemas. Porém, não sou um cliente fiel, que só compra produtos em uma determinada loja. Sempre pesquiso bastante antes de fechar qualquer negócio. Mas, em 2009, me dei conta de que fiz diversas compras nesse site devido às ótimas promoções que ele ofereceu a seus clientes. Se você que estiver lendo duvidar, dê uma olhada na área de livros do site: pacotes a preços baixíssimos. Não estou fazendo média com o site e nem estou ganhando para isso, mas as promoções foram bem pensadas para agradar ao seu público-alvo, o que já é um mérito em se tratando de qualquer loja, virtual ou não.

Melhor Site: Omelete
Não vou repetir os elogios. Procurando entretenimento? Acesse já!

Melhor Blog: Ryotiras
Nas minhas andanças pela Internet, me deparei com este blog de aparência simples, mas de humor ímpar: Ryotiras. As tirinhas que são postadas, quase que diariamente, são hilárias, tanto que outros blogs as utilizam quando falta o que escrever. Aqui no Substância D, ele teve o seu reconhecimento. Espero que os outros veículos que premiam os melhores da internet abram os olhos e façam o mesmo.

Melhor Podcast: Nerdcast (Jovem Nerd)
Não tem nem o que falar. Se você ainda não ouviu, pare tudo o que está fazendo e vá conferir!

Melhor Loja para se Passar o Dia: Livraria Cultura
A Livraria Cultura tem, sim, concorrentes de peso, mas soube se diferenciar e se destacar. É a única livraria na qual eu encontro prateleiras organizadas, por exemplo. Isso sem mencionar os eventos muito bem sacados e o bom atendimento.

Enfim, esses foram os vencedores da edição 2009. Espero que todos possam comentar e fazer sugestões para a edição 2010. Um grande ano nos espera e o Substância D fará o possível para acompanhar de perto todos os lançamentos. Aguardem as novidades!

Sempre ao seu lado (2009)

Na última segunda-feira de 2009, eu e minha querida @spcarmona fomos ao cinema assistir a “Sempre ao seu lado”.
Alguns fatores foram decisivos na hora de escolher esse filme: o primeiro foi por se basear em uma história real; o segundo, por se tratar de uma refilmagem de um filme japonês; o terceiro, por falar sobre um cachorro – o que para os que me conhecem já é motivo suficiente, dado o carinho que tenho para com os animais –; e o quarto, por não ter filme melhor para se ver – era isso ou o filme da Xuxa; se era para chorar, que fosse de emoção!
O filme original, “Hachiko monogatari” (1987), conta a história real da relação de amizade entre um professor de meia-idade e seu cão da raça Akita, chamado carinhosamente de “Hachi”. A trama da versão americana é a mesma; só há mudança no local e no período em que a história se passa, já que, no filme japonês, conta-se a história real, que transcorreu nas décadas de 20 e 30.
Criticar um drama é sempre complicado, ainda mais quando se trata de um filme que te faz chorar como criança. De modo geral, pode-se dizer que o filme cumpriu o seu papel: o de emocionar.
O longa serviu também para tentar arrancar os tostões que sobraram desde o fenômeno Marley. Apesar do “Japonês” Hachi ser bem mais obediente do que o “Americano” Marley, a premissa é a mesma: a do amor e fidelidade do animal para com seu dono. E bota flashbacks com os momentos felizes juntos após a perda de uma das partes, ordens que são obedecidas à beira da tragédia, trilha sonora com um piano melancólico, e por aí vai.
Richard Gere atuou em mais de uma refilmagem de um longa japonês – longa japonês, essa é boa! Anteriormente, já havia feito “Dança comigo?”, baseado no filme “Shall We Dansu?”, isso sem citar sua participação em um filme do mestre Akira Kurosawa, “Rapsódia em Agosto”. Ou seja, o cara está em casa.
Há, ainda, a participação de Jason Alexander, o eterno George Constanza da série Seinfield, interpretando um agente de estação. E quando digo “eterno” me refiro a que sua atuação lembra, e muito, o personagem que o levou ao estrelato (só faltaram os chiliques).
Tudo isso serve de alegoria para o astro principal, Hachi. Apesar de eu sempre defender que o melhor filme com animais que assisti tenha sido “Baby, o porquinho atrapalhado” (desconsiderem dessa lista as animações), o cão se sai muito melhor do que muito ator humano – como o namorado da filha do personagem de Gere, por exemplo.
Mas justiça seja feita. Apesar dos clichês, a vontade que dá é a de chegar em casa e abraçar o mais forte possível  nosso cão de estimação. Caso não tenha um, aproveite e faça isso com a pessoa que ama e prove que nós, humanos, também podemos ser fiéis.

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