Enfim no Brasil, a obra máxima de Maurice Sendak já está disponível nas principais livrarias do país.
Onde vivem os Monstros foi escrito em 1963 por Sendak, mas foi só com a adaptação dessa obra para o cinema que uma editora resolveu apostar em publicá-la no Brasil.
A iniciativa se mostra acertada. Apesar de antiga, a história do garoto que parte para uma terra repleta de monstros é atemporal, e vai agradar as crianças da geração atual.
É um livro curto (cerca de 40 versos) que aparenta valorizar muito mais as ilustrações de Sendak (que são fantásticas) do que a história. Mas a mensagem é clara e apaixonante, difícil de qualquer leitor não se identificar. Em alguns momentos o jovem Max, protagonista da história, me lembra o espevitado Calvin, das tirinhas de Bill Watterson, com seu gênio difícil e a facilidade de criar mundos fantásticos com o poder da imaginação.
Com o filme as vésperas de sua estréia no Brasil, fica claro que se trata de uma obra de Spyke Jonze, diretor do longa, e não de Sendak. Afinal, como preencher um filme de uma hora e meia de projeção se baseando em uma história de 40 versos?
Mas o que interessa é o amor que ambos, autor e diretor, têm pela obra. O mesmo amor que faz com que o pequeno Max se lembre de que, no mundo real, há alguém que o espera, deixa saudades e o motiva a voltar.
O filme estréia amanhã e a expectativa é grande. Jonze é um excelente diretor, e a Warner sabe disso. Sendak trabalhou ao lado de Jonze durante toda a produção da película e a paixão pela obra aparentemente contagiou toda a produção que nos presenteou com um visual incrível, como foi mostrado nos trailers.
Apesar dos elogios, o filme ainda não conseguiu pagar o investimento que lhe foi empregado. Tentarei descobrir o porquê nesta sexta. Aguardem pela crítica do filme.
Se não quiser esperar, compre o livro, aposto que não irão se arrepender.