Após uma tentativa frustrada em assistir Onde Vivem os Monstros nos cinemas de Campinas que, vergonhosamente, não teve uma sala sequer liberada para exibição da obra de Spike Jonze, optei por assistir ao novo filme de Werner Herzog: Vício Frenético.
Finalmente uma grata surpresa para 2010. Vício Frenético é muito bom e recomendadíssimo para os apreciadores do trabalho do alemão Herzog.
O filme conta a história do oficial Terence McDonagh – interpretado por Nicolas Cage – recém promovido a tenente na devastada Nova Orleans pós-furacão Katrina, em sua busca pelos assassinos de uma família de imigrantes ilegais envolvidos com o narcotráfico.
Ao seguir essa premissa inicial, o leitor deve imaginar que se trata de mais um típico filme policial, com seus tiroteios desenfreados, perseguições frenéticas e suspense latejante.
Mas o filme não segue essa linha. As armas estão ali, mas são pouco disparadas. A investigação segue, mas os acusados já são conhecidos. O que envolve o filme é o personagem de Cage, sua ascensão e declínio. Suas derrotas e reviravoltas.
McDonagh sofre de dor nas costas, uma dor que estará permanentemente em sua vida. Para controlá-la é necessário o uso de fortes analgésicos. Na falta dela, o uso de cocaína se torna uma constante.
E é nos vícios que o personagem, em sua caminhada pela ilegalidade, se envolve em uma espécie de comédia de erros, semelhante aos filmes dos irmãos Coen, no qual ao longo da projeção, converta-se em um triste réquiem.
É difícil não se simpatizar com a figura do tenente McDonagh. Mesmo sendo um mau oficial, percebe-se que ele é apenas um resultado de uma equação construída em meio ao caos da submersa e destruída Nova Orleans.
Há tempos Nicolas Cage vem sendo criticado – seja pela sua atuação ou pela escolha de seus papéis-. Eu, particularmente, simpatizo com o trabalho do ator. Tenho como referência suas geniais interpretações em filmes como Despedida em Las Vegas e Adaptação. E em Vício frenético parece que ele voltou a velha forma. Sua atuação esta impecável.
Apesar dos fortes temas como assassinato, drogas e vícios, o filme segue um ritmo interessante e, em alguns momentos até divertido (tendo como chefe do trafico o rapper Xzibit então, foi difícil até de se levar a sério).
Enfim, trata-se de uma ótima opção nos cinemas. E que Werner Herzog continue nos viciando com seus filmes.

grande D
gostei desse review e isso logo me animou a ver o filme! vou conferir!
esse tipo de história inspira e muito aventuras de rpg das mais terriveis possiveis! as sem batalhas!
é muito facil resolver um problema quando tudo acaba logo depois de umas 3 roladas de ataque! agora, quando o perigo te espreita e voce nem sabe de onde, ou quando voce luta contra um proprio vício, aaah meu colega.. ai o bixo pega!
bem, se quiser me fazer um log pra eu dar uma força aqui eu to dentro!
abraço!