Forte candidato ao Oscar de melhor filme,
Guerra ao terror, filme dirigido pela diretora Kathryn Bigelow, tem todas as qualidades que credenciam os vencedores da Academia e, provavelmente, se seguir o roteiro que o prêmio vem formatando ao longo de sua história, é bem provável que se consagre o grande vencedor da noite do dia 7 de março.
No momento em que escrevo esta crítica, há alguns filmes que estão concorrendo à estatueta e que ainda não tive a oportunidade de conferir, portanto, ser preciso na avaliação de qual filme é o melhor seria uma atitude precipitada. Mas, dentre os que pude assistir, Guerra ao terror, sem dúvida, é o melhor.
Na trama, o sargento James (interpretado por Jeremy Renner) é designado para desativar bombas em Bagdá. Acompanhamos a rotina da equipe Bravo de fuzileiros nos 38 dias que lhes restam para o próximo rodízio da unidade. São momentos de extrema tensão: as bombas possuem detonadores diferentes que levam a uma corrida contra o tempo para que elas não sejam detonadas. Em um território onde ninguém é confiável, os momentos se tornam muito incômodos, pois qualquer movimento suspeito pode significar um terrorista com um detonador.
O filme deixa a discussão de se alguns dos momentos mais perigosos pelos quais a equipe passa poderiam terem sido construídos pelo desejo de correr riscos e viver sob tensões do General. Seria mesmo um homem capaz de se sentir pleno com o risco de morte cada vez mais tátil? Afinal, como a frase que abre o filme afirma, a Guerra é algo que vicia, pois se trata de uma droga.
Existe também um debate sobre o fato de morrer com honra, mas em um diálogo entre o general James e um de seus comandados fica a dúvida: caso uma bomba estoure e uma vida se encerre, quem estará ali para lamentar?
Uma coisa é certa: em se tratando de vícios, Guerra ao terror é altamente recomendado para ser abusado, e sem contraindicações.
